A guerra entre açúcar e adoçante dura décadas. De um lado, o açúcar com suas calorias e impacto glicêmico. Do outro, os adoçantes com zero caloria — mas cercados de dúvidas sobre efeitos a longo prazo.
O problema do açúcar
O açúcar refinado (sacarose) é calórico e tem alto índice glicêmico — eleva rapidamente a glicose no sangue, provoca pico de insulina e, em excesso, contribui para ganho de peso, resistência à insulina e risco cardiovascular. O brasileiro consome em média 54g de açúcar por dia — quase o dobro do recomendado pela OMS (25g).
O problema dos adoçantes
Adoçantes artificiais (aspartame, sucralose, sacarina) têm zero ou quase zero caloria. A ANVISA e FDA consideram seguros nas doses habituais de consumo. O debate atual gira em torno de efeitos na microbiota intestinal e se o sabor doce sem caloria pode alterar a percepção de saciedade e aumentar o apetite por doces.
Adoçantes naturais: meio-termo?
Estévia e eritritol são adoçantes de origem natural com boa tolerância e sem os questionamentos dos artificiais. A estévia tem zero caloria e índice glicêmico zero. O eritritol tem 0,2 cal/g e é bem tolerado em doses moderadas. São as melhores opções para quem quer reduzir açúcar sem usar artificiais.
Qual é pior?
Para quem tem diabetes ou resistência à insulina, o açúcar é claramente mais prejudicial. Para a população geral que consome moderadamente, os adoçantes artificiais são seguros — mas não são necessariamente saudáveis. O ideal é reduzir o paladar para o doce em geral, não só trocar uma fonte pela outra.