Ferritina é a proteína que armazena ferro no organismo. Quando os estoques caem, o corpo ainda consegue manter a hemoglobina normal por um tempo — por isso a ferritina baixa muitas vezes não aparece no hemograma comum. Mas os sintomas já estão presentes.
Sintomas de ferritina baixa
- Fadiga desproporcional — cansaço mesmo depois de dormir bem
- Queda de cabelo — um dos sinais mais comuns e frequentemente ignorados
- Falta de ar em esforços leves
- Unhas frágeis e quebradiças
- Dificuldade de concentração — "névoa cerebral"
- Palpitações — especialmente em mulheres com fluxo menstrual intenso
- Síndrome das pernas inquietas — sensação de formigamento à noite
Quem tem mais risco?
Mulheres em idade fértil — especialmente com fluxo intenso. Vegetarianos e veganos — ferro não-heme (vegetal) tem absorção 2-7x menor que ferro heme (animal). Corredores de longa distância — impacto repetitivo destrói glóbulos vermelhos. Grávidas — demanda aumenta significativamente.
Alimentos ricos em ferro heme (mais absorvível)
- Fígado bovino (6,5mg/100g) — fonte mais concentrada
- Carne bovina (2-3mg/100g)
- Sardinha em lata (2,9mg/100g)
- Ostra (5-7mg/100g)
Alimentos ricos em ferro não-heme
- Feijão cozido (3mg/100g)
- Lentilha (3,3mg/100g)
- Espinafre (2,7mg/100g)
- Tofu (2,7mg/100g)
Como potencializar a absorção
Vitamina C aumenta a absorção de ferro não-heme em até 3x — comer feijão com limão, laranja ou pimentão vermelho é uma estratégia eficaz. Evite café, chá preto e laticínios junto com refeições ricas em ferro — inibem a absorção.
Quando suplementar?
Suplementação de ferro só com orientação médica — excesso de ferro causa danos oxidativos. Faça o exame de ferritina sérica antes de decidir. Valores abaixo de 30 ng/mL já indicam reservas baixas mesmo com hemoglobina normal.